quarta-feira, junho 30, 2010

Braços

O sol bate no meu rosto refletido do seu sorriso,
e porque eu não sorrio também?
Então eu olho meus olhos e vejo o vazio,
enquanto permaneço imóvel,
a cena do inconsciente acordado...

Não quero mais abrir a porta 
e ver que não há nada do outro lado.
Escondendo meu tesouro,
envolvendo-o em meus braços.

domingo, junho 27, 2010

Um dia perfeito de verão

Ela estava de óculos escuros, com os olhos fechados e ainda sentia a claridade do sol do meio dia batendo bem fundo na retina.
Quando de repente um toque familiar de uma mão macia tirou o par dos seus olhos.
-Eiiiiiii! Bota de volta, tá muito claro! Vou acabar me ce...
Nesse momento ela foi interrompida com um daqueles beijos deles, que ela sentia paz e alvoroço ao mesmo tempo...
-Pronto, agora você pode botar eles de novo, dona Amanda...
-Não, não quero eles não, vem cá Gu!
-Não! - Disse ele com um sorriso brincalhão no rosto - Você prefere os óculos, eu entendo - E fez uma cara de tristeza falsa dele, que sempre fazia ela rir e se atirar nos braços dele.
-Bobo!
Depois do beijo os dois olharam ternamente para o mar, cada um pensando a mesma coisa, sabendo que o outro estava pensando nisso também
Então do nada ela tirou seu grande chapéu branco de palha e colocou na cabeça dele:
-Que coisa meiga! Tá mais que gatinha agora o senhor, viu?
-Ai, você juuuuuura amiga?
-Juuuuuuro! - Contorcendo-se no chão de rir.
-Quer que eu prove minha masculinidade! Grrrrrrrrrrrrrr
E enquanto ele rugia e ela ria ele carregava ela até a água azul perfeito, ela gritando e ele rindo, os dois felizes, numa bela manhã de verão.
Ela sabia que era ele, não sabia ainda exatamente o quê, mas sabia que era ele.
Ele já tinha comprado a aliança, sem ela saber, pra daqui a uns meses, caso ela perdesse o medo de casar.
Enquanto iam pra água, ela se debatendo e reclamando de molhar o shorte; ele fazendo cócegas.
Eles lembraram de todos os momentos ruins, das brigas feias, das vezes que terminaram, de tudo que passaram de ruin e parecia uma sombra que desaparecia quando eles lembravam de tudo de bom, do amor deles, que era sincero.
Então a sombra desaparecia no tempo, enquanto a água do mar apagava o ruin do passado e a brisa do tempo o ruin do futuro.
E o chapéu de palha branco e o óculos escuros estavam ainda na areia, como o contraste entre as personalidades dos dois, mas juntos, pra sempre na luz de um dia perfeito de verão...







Sexualidade alheia é, como o nome diz, alheia...

É o mundo de sempre, sua rotina comum, você sai de casa, pega o ônibus ou entra no carro e sai andando pela cidade, chega no shopping e esbarra num casal homossexual. Nada demais, cada um escolhe o que quer da vida, apesar de você não ter noção de como uma garota poder beijar uma coisa tão bizarra assim... Então você continua sua rotina...

Mais outro dia, mais outra rotina, você sai de casa, pega o ônibus ou entra no carro e sai andando pela cidade, chega no shopping e esbarra numa garota te encarando, te secando mesmo, então você pensa: "Não venha falar comigo, não venha falar comigo!". Mas ela vem, e solta alguma canttada simples em você, e você olha no fundos dos olhos dela e diz: Desculpa, mas eu sou hetero...
Sabe qual o problema de hoje em dia? É que é quase uma doença pra uma menina ser hetero, porque os meninos são milhares de vezes mais atraídos por meninas bi do que por heteros e quando você diz que é hetero, eles a olham como se você fosse a pessoa mais antiquada do mundo...
Que saco! É o que o meu professor chama de Repressão homossexual, antigamente era o contrário, você era deslocado se fosse homo...
Então é isso, cada um devia deixar as coisas como estão, sem tentar "transformar" ninguém em nada, você é homo ou bi? Que bom pra você! É hetero? Que bom pra você também, e cada um que viva a sua vida!

Borboletas para sempre,
Lívia

sexta-feira, junho 18, 2010

Coisas

Andei sem muita inspiração ultimamente, acho que porque a minha vida anda tão tumultuada que eu nem consigo pôr a cabeça em ordem pra escrever, então tenho lido, lido demais até pra mim... Provas da faculdade, livros pelos quais eu ansiava comprar( e acabei comprando esses dias), e principalmente blogs, que são minha maior paixão-ex-secreta.
Eu simplesmente via coisas na minha cabeça, as palavras se formando e formando textos, mas daí conseguir focar neles tempo suficiente pra digitar, foi demais pra a minha mente estressada com o turbilhão da minha vida "moderna".
Então agora, eu olho pra umas fotos no meu computador, fotos de pessoas e momentos, alguns que me deixam saudosista pela minha vida "perdida", as mesmas fotos que me mostram o quanto eu costumo ser boba e inocente demais pra ver o lado ruin das pessoas, sempre pensando que elas vão mudar no fim, que sou eu o problema. O pior é descobrir que sou eu o problema, que eu sou amorosa demais e a maioria das pessoas tende a se aproveitar disso, de todas as formas possíveis. Eu queria simplesmente sair do meu corpo e me dar um tapa na cara, me mandar deixar de ser idiota, e pra viver a minha vida sem me importar se magôo alguém, pra ir atrás do menino que eu quero, pra não deixar o menino que eu não quero vir atrás de mim, pra sempre manter o sorriso, pra me fazer escutar pelas pessoas que acham que sempre têm a razão, pra eu ser mais eu.
Mas quem me conhece sabe que eu não consigo, ainda sou uma criança. Criança que chora, ri e se magoa demais. Quem me conhece sabe que eu sou meio vulnerável, o que acontece é que eu não queria ser assim, queria ser uma pessoa durona, então eu ergo esses muros enormes em torno de mim, me cercando de armas e tijolos, e não quero deixar ninguém entrar, mas tem gente entrando, tem gente demais, então a menina tá perdida até demais, está procurando seus ursinhos de pelúcia pra se abraçar.
Então pra os meus leitores, desculpa a falta de conteúdo no blog, mas a menina vai tentar partilhar mais o universo preto-e-branco perfeito e colorido dela...
Borboletas para sempre,
Lívia

Engatinhando

Everybody sees it' you
I'm the one lost the view
Everybody says we're through
I hope you haven't said it too

So where
Do we go from here
With all this fear in our eyes ?
And where
Can love take us now
We've been so far down
We can still touch the sky

If we crawl
Till we can walk again
Then we'll run
Until we're strong enough to jump
Then we'll fly
Until there is no wind
So let's crawl, crawl, crawl

Back to love Yeah!
Back to love Yeah!

Why did I change the base
Hearts were never meant to race
I always felt the need for space
But now I can't reach your face
So where
Are you standing now ?

Are you in the crowd of my thoughts
Love can't you see my hand
I need one more chance
We can still have it all

so we'll crawl (if we crawl)
Till we can walk again
Then we'l' run (then we'll run)
Until we're strong enough to jump
Then we'll fly
Until there is no wind
So let's crawl crawl crawl

Back to love Yeah
Back to love Yeah

Everybody sees it's you
Well I never wanna lose that view !

So we'll crawl (if we crawl)
Till we can walk again
Then we'll run (we'll run)
Until we're strong enough to jump
Then we'll fly
Until there is no wind
So let's crawl crawl crawl

So we'll crawl (if we crawl)
Till we can walk again (till we can walk again)
Then we'll run (we'll run)
Until we're strong enough to jump (until we're strong enough to jump)
Then we'll fly (then we'll fly)
Until there is no end
So let's crawl, let's crawl, let's crawl
back to love



Simplesmente pra uma pessoa que eu amo, que a gente tá sempre se desencontrando na vida amorosa, que sempre vai ser pra mim alguém importante demais, que eu amo...
Pra essa pessoa, eu dou meu coração, numa bela bandeja de prata, a pessoa sabe porque é de prata a bandeja...

Borboletas para sempre,
Lívia

quinta-feira, junho 17, 2010

Você me pertence...

"Se você pudesse ver
que eu sou a única
que te entende
Que te teve aqui por todo esse tempo
Então por que não pode
ver que você pertence a mim
você pertence a mim"

Pra quem não conhece essa música, é a parte do refrão de uma música da Taylor Swift, You Belong With Me.
Bem, queria eu poder postar a música toda, sem sentir uma pontada de ciúme da menina da história. Porque na história ela é a amiga diferente, o patinho feio que vira cisne, que no final é mesmo a dona dele.
A história que eu quero  mostrar é diferente, é a história da menina que não aparenta ser o patinho feio, que não conheceu o menino a vida toda, mas que sabe que talvez dê certo com ela...
A menina que te olha diferente, com brilho nos olhos, que quando te abraça sente arrepios na espinha, que sorri cada vez que te vê, que gosta de tudo que você gosta, que gosta de te ver, que te acha lindo e perfeito, que é amiga dos seus amigos, que está aqui pra você, apesar de você não estar nem aí pra ela...
È essa garota que está lhe esperando, que quando não está pensando em você, não está pensando em nada interessante...

Borboletas para sempre,
Lívia


http://www.youtube.com/watch?v=VuNIsY6JdUw

terça-feira, junho 15, 2010

Título do Blog

Mudei o título do blog como vocês devem(ou não) ter percebido, isso ocorreu pela simples falta de inspiração que eu tava tendo pelo nome...
Por falar nisso eu nunca expliquei o porquê do nome antigo do blog (então vou aproveitar para explicar o nome novo também)...
No dia em que eu fiz o blog, eu fiquei olhando para o campo que era pra ser preenchido pelo nome do blog e tentei pensar em algo legal, e, como eu gosto, cheio de ambivalência.
Acabei criando esse antigão(que eu também acabei mudando): Tirando do fundo do balde. Por quê? Bem, eu me imaginei postando no blog, tentando extrair textos legais de mim mesma além de coisas muito vairiadas, o que seria muito difícil.
Então imaginei algo tão difícil de tirar quanto. Pensei logo nessa situação, uma pessoa tentando tirar algo do fundo de um balde, não existe muito além do balde(na verdade, nada), então criei o nome, que nos últimos tempos foi trocado por: Fundo do Balde.
Então hoje eu percebi que o nome não me inspirava nada, só uma estranheza, então eu mudei, de novo. "Anéis de Prata" tem muito mais a ver comigo pra quem me conhece mesmo. Acho que é isso, mas eu ainda deixo o link antigo: livinhaeobalde, porque faz parte desse blog, assim como os dois nomes antigos sempre farão. Nunca vou me esquecer do quanto foram inspiradores pra mim,e quantos leitores eles me trouxeram.
(Eu, sempre a boba saudosista...)
Borboletas para sempre,
Lívia.

domingo, junho 13, 2010

Soco, soco, soco, soco!

 -Meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeu irmãaaao!! Caraca!! Quando esse sapo idiota vai parar de me encarar?
Eu basicamente não conseguia escutar nada do q o outro sapo tava me dizendo. Que saco! Estava torcendo minhas patas, a fim de não "apresentar" elas à cara dele, "apresentar" de forma bem íntima!
O idiota já estava passando dos limites. Curisidade com a minha vida?! Odeio quem fica curiando a minha vida, ainda mais quando o faz tão DESCARADAMENTE quanto ele. Procura o que fazer, algo que envolva CUIDAR DA SUA PRÓPRIA VIDA INEXISTENTE!
Então ele simplesmente veio falar com a gente! Ah, se tocaaaaaaaaaa! Eu não podia perder essa oportunidade, simplesmente eu respirei fundo, beeem fundo, me virei pra o meu interlocutor e fingi que não havia ninguém lá. O pobre sapo, quando finalmente percebeu que eu estava prestando atenção ao que ele estava falando, agarrou a oportunidadee, mesmo sabendo que eu estava fazendo por maldade. Então o sapo idiota ainda se fez de ofendido, COMO SE EU TIVESSE LIGANDO!
Qualquer dia desseseu me canso desse sapo idiota e encho a cara dele de sopapo! Ia ser divertido... Quem sabe finalmente ele se calava um pouco. Que droga! Ele só pode fazer de propósito, ele sabe que eu ODEIO quem chereta a minha vida, e ele vive fazendo isso? Ele quer é apanhar! (Sentindo gosto de sangueeee!!)
Bom, caso eu acabe no Lagomero Cavalcante por interrupção da paz, vão me visitar, eu vo gostar de ter umas algas legais e uns cigarros pra trocar pela minha virtude...
(Pra evitar ter q trocar cigarros pela minha virtude, vo respirar fundo mais um pouco...)


Cronicas Coaxantes

terça-feira, junho 01, 2010

Defesa e ataque

Ontem algo conseguiu tocar minhas feridas mais profundas...
Sempre senti uma dor pungente no coração quando presenciava preconceito, o (pra mim) pior tipo de preconceito: preconceito contra pessoas deficientes e/ou com doença crônica incurável e que cria deformidades.
Bom, isso toca meu coração, pra ser sincera, toca é pouco... Isso crava as unhas bem no meio dele e depois gira o pulso a fim de estraçalhar o máximo possível num golpe só. Me dá náuseas, eu choro, sinto vontade de me contorcer em posição fetal e curtir uns minutos sozinha, sentindo nojo da maldade de algumas pessoas...
Não sei como explicar porque isso veio à tona, porque é simples, porque foi um filme, mas ao mesmo tempo é um filme pouco conhecido, então...
O nome do filme é "The Elephant Man" com Anthony Hopkins. Ao ver esse filme, comecei a chorar, fiquei até com vergonha, porque não gosto de(a expressão é: acho muito idiota da minha parte) chorar em público, mas simplesmente não consegui me controlar, comecei a chorar e quase a soluçar...
Me fez pensar em muita coisa que eu ando pensando: como o ser humano pode ter um lado sadista e nojento, em como a vida pode ser injusta com certas pessoas, em como eu queria mudar o mundo(na conotação mais idiota e juvenil que a expressão pode ter). Queria que cada um olhasse sua vida da forma que olha a dos outros, que cada um tivesse tempo de se julgar ao menos do mesmo jeito que julga os outros, mas aparentemente as pessoas são idiotas e metidas demais pra isso, pra simplesmente viverem suas vidas enquanto pessoas de valor de verdade vivem as suas...
Bom, tenho motivos pessoais pra ser revoltada assim com esse tipo de preconceito. Uma pessoa que eu amo muito e me é muito próxima desde que eu abri os meus olhos pelaa primeira vez e que me ama desde isso também, sempre foi tratada com um pouco de preconceito, eu tento ensinar um pouco disso pra essa pessoa, tento ser dura, pra ele ficar forte e sobreviver nesse mundo idiota e ruin no qual ele foi jogado, e cada vez que ele é magoado, eu sinto como se uma parte do meu coração foi arrancado, ou ele todo de uma vez.
Então dedico esse post a ele, meu irmão lindo e fofo que provavelmente nunca vai ler isso, mas eu queria dizer pra esse mundo idiota e chato que cada vez q a dor passar pelos olhos dele por sua culpa, que eu vou estar aqui pra te dar um soco na barriga ou enfiar uma faca de serra(tanto faz).

Borboletas para sempre,
Lívia.