quarta-feira, abril 11, 2012

Dor

Meu peito se enche de soluços não sofregados, meus olhos se enchem do vazio que eu coloco, pra evitar que as lágrimas caiam. Muitas, quentes, amargas, doídas.
Às vezes esse vazio se solta, e os soluços se libertam, quando eu não consigo colocar tudo dentro de mim.
Tem algo de muito horrível pra mim viver na rotina. Não nasci pra isso.
Eu sou um cavalo livre nas pradarias, e cada dia disso está me matando.
Eu não consigo entender como pessoas que nem sabem quem sou têm tanta raiva de mim... Eu nunca fiz nada a elas.
Eu não sei quanto vou aguentar, se vou aguentar...
Espero que esse não seja meu adeus. Se for, será demasiado patético. Eu sempre fui a triste dramática, em contrapartida ao meu desprezo corriqueiro pelo drama.
Meu eu comum odiaria essa despedida com drama. Faria algo mais simples, que nem soasse como uma despedida, como um sorriso alegre, o que eu sempre uso como máscara. Diariamente.
Eis que eu percebo que às vezes sua alma é esmagada por coisas que você não pode nem deve evitar. Minha alma... Minha alma que sempre foi meu orgulho...